25 de out. de 2010

Capítulo 1.

                                                         Coisas Insignificantes.
    Sabe o que mais me impressiona nas pessoas, suas várias formas de pensar, são tantas, parece até que elas fazem de propósito, uma semana tem uma opinião e na outra já estão tão entediadas que inventam algum argumento para ficarem contra ela mesma. Bem, mais essa é a única coisa que eu encontrei na terra para não acha-la tão entediante quanto dizem, além do tal de “amor”, o qual nunca me reverenciou, pois a única coisa que me impressiona nele é a tolice de pessoas com esse sentimento se matar por outra que é tão insignificante do que si mesmo. Andei um pouco por pequenas ruas escuras, ouvia apenas os latidos de cães famintos, gritos de alguém sendo assassinado ou algo que se relaciona a isso e gemidos. Apenas sons tenebrosos, a única coisa ali que não era real era apenas minha sombra, sendo posta contra a própria luz que havia entre postes fracos das ruas. Ninguém poderia me ver, ninguém poderia ouvir o som das minhas asas batendo com tão fraqueza, a qual não me importara já que elas não estavam no seu estado mais normal, a viajem fez com que ela própria se enfraquecesse com o forte vento que batia entre as raízes de suas penas. A viagem me fizera sentir tumultos entre meus próprios pensamentos, a única coisa para que me mandasse aqui foi para cuidar de mais uma vida humana. Seria um trabalho fácil, mais não tão agradável. Já bastava ter que pisar naquele lugar que todas as minhas angustias se voltavam contra minha própria realidade, seria logo muito pior do que eu poderia imaginar, acho que dessa vez seria diferente. Voei um pouco pela cidade, tentando encontrar meu objetivo, ali estava finalmente encontrei algo que poderia realmente me ocupar, entrei afundo, tentando enxergar entre as janelas de vida cobertas por uma cortina meio amarelada e desgastada. Ela estava ali, deitada em uma superfície que nunca tinha visto antes, algo confortável, mais não tão angelical como as nuvens, ela respirava fundo, se movia para achar alguma posição confortável para descansar, mais por quê? Acho que seria uma boa forma de questiona sobre aquele mundo. Foi questão de segundos para o sol finalmente chegar naquele lugar, às luzes iam aparecendo aos poucos parecia mais um daqueles filmes. O sol dessa vez estava mais amarelo do que o normal, seus raios brilhavam com tanta hostilidade que nem eu mesmo conseguia acreditar que aquilo realmente era um sol, meio que propício a virar um sol de qualquer dia. Ouvi som de despertador vindo do tal quarto de minha protegida, o som de um antigo relógio, ele fazia um barulho atordoador para meus ouvidos sensíveis parecia meio que imprevisível quando aquele som iria parar de ecoar em meus pequenos ouvidos sensíveis. Os pés daquela garota eram pequenos, pareciam pés de princesa ao tocar no chão frio e úmido daquela cidade, ela parecia aparentar 15 ou 16 anos, tinha o corpo de uma garotinha, pernas finas, magra, branca como neve, seus cabelos eram curtos e de um preto tão obscuro quanto seus próprios olhos. Estava vestindo um bela camisola de ceda, seu quarto era impecável, limpo, de uma magnitude impecável, bonito, pronto para uma garota de sua idade. Ela deu pequenos saltos até o banheiro, provavelmente dia de aula, tomou um rápido banho e vestiu uma farda que estava em cima de sua escrivaninha, pelo estado tinham acabado de engomar, se vestiu rápido, como toda garota que observo nos últimos séculos, passou rapidamente algum pó no rosto, e umas batidas de pincéis em sua bochecha rosada. Calçou um tênis, e saiu correndo para fora da casa. Acompanhei todos os seus passos, o melhor era que ela não poderia me ver, algo meio súbito, não podia me ver mais se ela realmente quisesse ela poderia me sentir, com apenas um toque ela obteria todos os seus maiores desejos e sonhos transformados em apenas fiascos de sua própria vida, ou seja, humanos jamais poderiam nos tocar, seria lago perigoso para su própria vida. Corria com pressa, tentava encontrar algo ou alguém que lhe conhecia, se sentir confortável em um local onde só havia pessoas tão Iguais a ela, mais mesmo assim ela tinha algo mais, algo meio que chegava perto da perfeição, seus traços eram bem feitos, bem desenhados.
    - Calma Dina, você vai ficar bem, apenas se concentre! – dizia a garota com a respiração tão ofegante quanto seu piscar de olhos.
    Finalmente descobri seu nome, um nome peculiar: Dina. Um nome muito sério para seu rosto de menininha. Acho que ela era mais do que apenas isso. Parei por ali, parei de tentar descobrir quem ela era, decidi entrar em ação. O plano era simples, me transformar em um aluno comum do colégio onde ela estudava tentar virar seu amigo, descobrir seus segredos mais íntimos. Tentar conseguir com que ela me levasse ao... Isso é outra história, preciso me focar ao que realmente preciso fazer, rapidamente sai daquele lugar, precisava de um lugar em que ninguém desconfiasse do que iria fazer naquele momento. Havia ali um pequena depressão entre um beco, rapidamente minhas asa desapareceram, fiz com que aparecesse u mesma farda om que Dina estava vestindo.
    - Pronto! – disse me aliviando.
    Nada havia me mudado, meus olhos me entregavam meu próprio jeito de rei, me deixava superior mesmo sem aquelas asas duras e pesadas, sai rapidamente daquele beco escuro e sujo, para a luz desse mundo tão curioso. Havia chegado mais perto de Dina, olhei para ela com um ar meio de deboche.
    - Novato? – me perguntou.
    -Me transferi para esse colégio ontem! – menti.
    Mentir era fácil, eram apenas palavras, o mais difícil seria fazer com que meu nome aparecesse nas listas do colégio, mais daquilo dava conta rapidamente. Só precisava me concentrar em Dina.
                                                                                                Continua....

Prefácio.

     Às vezes podemos ter sonhos impecáveis ou talvez até imperdoáveis, podemos nos sonhar acordando, em cima de um fogo fantasioso, sonhar com as nuvens caindo em cima de neblinas quentes e invisíveis aos olhos humanos, parece tudo meio escuro, mais sempre vai haver alguma luz no escuro, mais ela  sempre vai estar longe o suficiente para você tentar alcança-lo, ou seja, você nunca irá conseguir chegar a algum final de seus sonhos. Andei além do que podia em meus curtos sonhos, descobri que algum deles vai ter uma página em branco que sempre algo irá controlar, essa é a pior parte, nunca tente controlar seus sonhos eles poderão acabar controlando a si mesmo. Coisas não acontecem por simples acaso, mais sempre por algum motivo inesperado, então é melhor não se preocupar com coisas simples, nós sempre nos importamos por vocês.
                                                                                                                  Continua...